Um dos centros magnéticos da Terra está se movendo cada vez mais rápido
por Guilherme RosaO aeroporto de Tampa, na Flórida, teve de fechar sua pista principal durante uma semana no início do ano. Nesse tempo, ela ganhou novo nome, suas faixas foram repintadas e as placas, trocadas. Não se tratava de caos aéreo nos EUA: todo esse trabalho teve de ser feito porque as pistas dos aeroportos costumam ser nomeadas a partir do ângulo que formam com o Polo Norte, para facilitar a navegação dos aviões. Não estamos falando da massa de gelo gigante que conhecemos, mas do polo magnético do planeta, para onde todas as bússolas apontam como norte. Ele vem mudando de lugar rapidamente.
Um estudo do Instituto de Física do Globo de Paris, publicado em dezembro passado, mostrou que esse deslocamento atingiu uma velocidade inédita de 60 quilômetros por ano na última década. “A movimentação por si só é um fenômeno normal”, diz Igor Pacca, professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP. A questão é que ela ficou quatro vezes mais veloz. Desde o século 19, o polo costumava se mover a 15 quilômetros por ano, do norte do Canadá em direção à Rússia (veja na ilustração acima).
O polo é uma camada líquida constituída basicamente de ferro fundido. Com o deslocamento dessa grande massa férrea, o campo magnético do planeta se altera e afeta a navegação por meio de bússolas, por exemplo. Com a mudança, equipes de aeroportos, exploradores que se guiam por instrumentos magnéticos ou quem trabalha debaixo da terra ou no fundo do mar (onde o sinal de GPS não chega), como mineiros e escavadores, terão de acertar seus equipamentos.
FONTE:http://revistagalileu.globo.com
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